Estes 5 passos para fazer o bebê dormir estão fazendo sucesso, veja quais são!

Tempo de leitura: 9 minutos

O nascimento do bebê é um período mágico para os pais, mas também é uma época de muita adaptação que, em alguns casos, pode ser traumática para aqueles que não têm muita experiência e não sabem bem como lidar com os choros, as noites mal dormidas e as dificuldades de alimentação nas primeiras semanas.

Para os bebês, essa mudança é ainda mais complicada, afinal eles acabaram de sair de um ambiente tranquilo, onde ouvem a voz da mãe praticamente 24 horas por dia, são alimentados frequentemente via cordão umbilical, estão em um lugar apertado, mas com conforto, e livres das ameaças do mundo externo.

Desta forma, quando nasce um bebê, tanto os pais quanto a própria criança encaram um tremendo desafio. E esse desafio aumenta ainda mais quando nada parece acalmar o pequeno.

Para ajudar mães e pais de primeira viagem, ou aqueles que já têm certa bagagem, mas estão às voltas com dúvidas e incertezas sobre como acalmar o bebê recém-chegado, elaboramos um texto onde apresentamos a técnica dos 5S, muito eficaz para permitir que os recém-nascidos sintam a proteção e o conforto tidos no útero fora dele.

Primeiro S – Embrulhando o bebê

Como dissemos logo na introdução desse texto, os bebês, quando nascem, não estão preparados para enfrentar o mundo, pois passaram toda sua curta vida dentro de um ambiente protegido. Um pouco apertado, mas bem protegido.

Para acalmar o bebê, que se vê completamente ameaçado em um local onde ele tem muito espaço para se movimentar, mas não tem a proteção da mãe durante todas as horas do dia, é preciso garantir que ele se adapte bem a essa transição.

Por isso, pelo menos nos quatro primeiros meses, uma técnica que pode ajudar a acalmar o bebê, e faz parte dos cinco “S” fundamentais, é swadding.

Aqui, os pais embrulham o bebê, para que ele tenha a sensação de que está no útero e, assim, se sinta bem protegido.

Como embrulhar o bebê com segurança

Para essa técnica os pais devem, inicialmente, dobrar uma manta quadrada ao meio, formando um triângulo.

Em seguida, posiciona-se a criança exatamente no centro do triângulo, iniciando a dobradura da manta.

Aqui, enquanto segura o bebê com uma mão, com a outra se pega a ponta esquerda da manta para cobrir o corpo do pequeno, prendendo sua ponta embaixo do corpo do bebê. A ponta central é dobrada, para prender os pés do bebê.

A ponta direita da manta deve atravessar o lado esquerdo do corpo do recém-nascido e suas pontas presas entre as dobras, mantendo assim o bebê bem firme.

Essa técnica, além de reproduzir as condições do útero, impede que o bebê se assuste com os movimentos de seu próprio corpo.

Segundo S – Side or Stomach

Todos nós temos uma posição que julgamos mais confortável para dormir, e com os bebês isso não é diferente.

Por isso, na hora de aplicar a técnica dos cinco S, uma boa alternativa é escolher entre duas posições que o bebê considere mais confortáveis.

Sendo assim, você pode escolher entre deitá-lo de lado ou de bruços. Como descobrir qual posição ele prefere? Observando. Aquela em que ele se sentir mais calmo será a que considera mais confortável.

Terceiro S – Shushing

Quando estavam no útero, os bebês conviviam com barulhos o tempo todo.

Quando não eram as vozes da mãe e de outras pessoas conversando, seja com ela ou entre si, eram os sons ambientes.

Esses barulhos são tão intensos que se assemelham aos decibéis produzidos por um aspirador de pó.

Agora, imagine o tamanho do desespero e insegurança sentidos pelo recém-nascido quando se veem fora do útero e se deparam com ambientes completamente silenciosos?

Por isso, muitos bebês acordam aos prantos durante a noite, pois não ouvir os barulhos costumeiros, sentem que a mãe está longe, por isso choram pedindo por ela.

Para diminuir o trauma da adaptação ao mundo real, e garantir que essa transição seja tranquila, a terceira técnica que considera os cinco S para acalmar o bebê é aquela que usa uma espécie de chiado ou ruído branco.

Os ruídos brancos são sons que acalmam, mas reproduzem, para o bebê, a sensação do útero. Podem ser canções de ninar, um chiado feito pela mãe ou, ainda, sons de água ou da chuva caindo no telhado.

Quando escutam esses barulhos, principalmente antes de dormir, os bebês sentem a conhecida sensação de segurança do útero, além de sentir que estão mais próximos da mãe, deixando-os mais seguros e garantindo assim uma noite tranquila de sono para ambos.

Quarto S – Swinging

Quando está na barriga da mãe, um bebê raramente está em um ambiente tranquilo, sem sacolejos ou sendo movido de um lado para o outro.

Afinal, as mulheres estão sempre andando de um lado para o outro, se locomovem utilizando transporte público ou carro, por exemplo.

Essa movimentação é sentida dentro do útero, que fica inundado de líquido amniótico. Embora o líquido proteja o bebê e amorteça eventuais impactos na barriga, ele acaba transmitindo para a criança um pouco dos movimentos feitos pela mãe.

Por isso, quando nascem, eles se sentem tão inseguros quando se dão conta de que estão em um ambiente estranho e estático, sem aquele costumeiro balançar tão reconfortante.

Para acalmar o bebê, a quarta técnica dos S envolve sacudir a criança. Mas calma, isso não significa que você vai chacoalhá-lo como se ele fosse uma sacola repleta de farinha, por exemplo.

O sacolejo deve ser feito com movimentos muito delicados, pois os ossos do bebê ainda não estão totalmente formados, e atos muito bruscos podem causar graves lesões.

Ainda não entendeu como balança-lo? Basta pensar no balanço do corpo da mãe quando anda, por exemplo. É com essa delicadeza de movimentos que a criança deve ser sacudida.

A sensação aqui deve remeter ao útero, e não traumatizá-la e muito menos causar lesões em seu corpo frágil e ainda em formação.

Quinto S – sucking

Alguns bebês, mesmo quando estão ainda no útero, tem o hábito de chupar os próprios dedos, como forma de se acalmar ou mesmo se distrair.

E, quando nascem, o ato de sugar o peito da mãe, durante a mamada, tem o mesmo efeito calmante.

Por isso, uma das técnicas que promete acalmar o bebê é, justamente, oferecer algo para que ele possa sugar e, assim, se distrair e se manter calmo. Aqui, a chupeta é um bom instrumento.

Mas atenção: O uso da chupeta não é recomendado por especialistas pois, por longos períodos, ela pode provocar malformações nos dentes, obrigando as crianças a usar aparelhos corretivos e pode, ainda, prejudicar a fala.

Então, se você decidir utilizar a chupeta para acalmar o bebê, prefira apenas durante períodos reduzidos, e interrompa seu uso assim que identificar que não há mais a necessidade do instrumento.

O ponto positivo aqui é que alguns bebês simplesmente rechaçam a chupeta depois de um curto período, tornando essa retirada mais simples e menos traumática.

Como definir qual dessas técnicas é a mais adequada para o meu bebê?

Depois de ler todas essas dicas, aposto que algumas mães devem se perguntar: afinal, como sei qual dessas técnicas vai acalmar meu bebê?

A resposta para essa questão infelizmente não é simples, já que envolve experimentação.

Aqui, você terá simplesmente que testar. Descobrir com qual técnica a criança se adapta mais rapidamente e, então, empregá-la como parte de sua rotina diária.

Desta forma, a transição do útero para o nosso mundo, sem a proteção da casinha tão aconchegante, se torna menos traumática e mais simples para os dois lados, tanto a mãe quanto o bebê.

Essas técnicas ajudam não só os bebês a se acalmarem como também permitem que as mães se conectem mais aos pequenos, pois muitas delas envolvem o contato físico prolongado. Esse contato cria um vínculo que já existia no útero, e que fora dele tende a se fortalecer ainda mais.

Nos primeiros meses, tanto a mãe quanto o filho precisam se adaptar à presença um do outro. Aprender seus gostos, humores e preferências. Esse período pode ser traumático para alguns, mas com ajuda e as técnicas certas será uma oportunidade única para que os dois se conectem ainda mais.

E, além disso, as mães poderão adaptar algumas destas técnicas para seu dia a dia, combinando até mesmo mais de uma, aumentando ainda mais seus efeitos, e tornando essa transição, até então tão difícil, em algo muito mais simples.

Alimentação do bebê

Um outro ponto que pode influenciar bastante a qualidade do sono dos bebês é a alimentação.

Se o seu bebê está na fase de introdução alimentar, é importante tomar cuidado com certos tipos de alimentos que podem deixar o bebê mais agitado, principalmente alimentos processados com alto índice glicêmico e cafeína.

Como esta é uma fase muito cheia de dúvidas e inseguranças, nós recomendamos que você conheça o Manual das Papinhas, onde, além de ter acesso a 100 receitas práticas e nutritivas, você vai aprender todos os detalhes para garantir uma introdução alimentar super segura e nutritiva.

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